Amor próprio: pilar para uma auto-estima saudável.

11 abr , 2018 Psicologia

Quando você nasceu, não existia aí dentro nenhuma opinião sobre si mesmo. Você não se achava feia/o, extrovertida/o, ranzinza/o ou maravilhosa/a. Com o seu desenvolvimento físico e cognitivo, começou também a se desenvolver com você,  um senso de percepção que permitiu que você identificasse se era amada/o, valorizada/o ou se não era bem aceita/o no meio onde vivia. Você tomou consciência dos julgamentos que faziam sobre você.

Mas chega uma hora em que nós mesmos começamos a achar algo sobre nós! Nos meus estudos em Psicologia, encontrei a seguinte definição de auto-estima: A auto-estima é um sentimento de valoração oriundo de percepções do indivíduo, de como ele é recebido pelas pessoas de sua convivência e de como elas reagem diante de suas manifestações no ambiente, o que pode resultar tanto em um conceito positivo como negativo de si mesmo.

O modo como você relaciona com você, ou seja, o que você pensa sobre você, o que você acha sobre você, quais julgamentos elabora sobre si próprio e etc dizem respeito a este auto-conceito, que vai formar a sua a auto-estima. Você se acha uma pessoa criativa? Se acha fraca diante dos desafios que a vida te apresenta? Se reconhece enquanto uma companhia agradável? Se acha a pior pessoa do mundo? As repostas que você deu a essas indagações demonstram a forma como você se vê. 

Esse sentimento de consideração por si mesmo, pode se dar um jeito que prejudica a sua saúde emocional. Você pode se achar sempre aquém das pessoas que o cercam: fulana é mais bonita que eu, fulano é mais valorizado pelo chefe, meu irmão é o filho preferido pela minha mãe, eu sou muito sem jeito nas interações sociais, só falo besteira e ainda me visto mal! Por isso tudo você se reconhece como uma pessoa sem valor e passa a desaprovar o seu próprio comportamento. 

Cada atitude sua, seja ela pequeninha como escolher o filme para assistir com os amigos, ou alguma outra decisão e ação de maior proporção. Não importa o tamanho da ação. Você sempre está a se julgar e a esmiuçar cada gesto seu, na busca de algum erro cometido. Tem até quem transforme acertos em erros! Conhece alguém assim? Espero que você que me lê não seja uma dessas pessoas que maltrata a si próprio, quando na verdade deveria ser a sua maior fonte de motivação …

Se for necessário aprenda a se amar. Se não te amaram como você se achava merecedor/a, não repita esse mesmo movimento com você. A psicoterapia auxilia você a criar condições de vida, em que seja possível abandonar modos de se perceber que não promovem o desenvolvimento de uma auto-estima saudável. Deixe de lado aquilo que te faz mal, que te paralisa e dificulta o exercício do amor próprio em sua forma mais plena. Deixe para lá tudo o que dizem de negativo sobre você. Não seja você também, o seu próprio algoz. É possível sentir que você merece ser feliz! Reconheça sua importância, seu valor, suas qualidades e a sua singularidade. Aquilo que faz você ser você. Você sabe o que carrega de especial dentro de si?

Desejo que você entenda que merece viver de modo saudável e que parte dessa qualidade de vida está intimamente relacionada com a sua auto-estima. Sempre falo isso no consultório e vou repetir: Colocar-se em primeiro lugar na própria vida não é egoísmo, é amor próprio. Como vimos no começo do texto, logo cedo em nossas vidas somos alvo de julgamentos -pois as pessoas que nos cercam elaboram percepções a respeito de nós, mas quero encerrar dizendo que nenhum julgamento -tenha certeza disso!-  nenhum julgamento é mais importante do que aquele que você faz sobre você mesmo.

Com carinho,

Psicóloga Williane Lima (CRP 05/49563)


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