Escrita Terapêutica

7 fev , 2020 Psicologia

Se eu não fosse psicóloga uma das carreiras que eu consideraria seguir certamente seria algo na área de Comunicação Social -como o Jornalismo; penso que ser escritora ou algo do gênero me faria muito feliz.  Mas além de uma profissão você sabia que escrever pode ser uma atividade terapêutica? A escrita pode propiciar o autoconhecimento e a organização mental. O post de hoje é exatamente sobre a Escrita Terapêutica!

A escrita terapêutica é, em poucas palavras, uma forma de expressão. Existem pessoas que tem dificuldade em falar e por para fora tudo que se passa dentro de si: falar sobre as emoções, sobre as dificuldades que vivem e até mesmo sobre coisas legais. Falar sobre si honesta e profundamente é uma tarefa desafiadora por si só e a escrita terapêutica visa auxiliar a auto-expressão sendo indicada para todas as pessoas; inclusive para quem não tem habilidade com a escrita.

O exercício de escrever com objetivos terapêuticos funciona para qualquer um pois se você tem dificuldade com a escrita livre, existem atividades bem diretivas onde você ‘preenche campos’ com toda a orientação sobre o que escrever mas ela também funciona para quem gosta de escrever e escreve bastante, pois existem exercícios mais livre e menos diretivos. Tem para todo tipo de pessoa.

Eu gosto muito de escrever cartas, recado, frases e bilhetes para mim. Costumo fazer no final do ano, no meu aniversário mas quando dá vontade eu também faço. No e-book que eu preparei para vocês como presente da Jornada Agradecer e Almejar, tinha uma dica excelente sobre esse tema – de escrever cartas para si mesmo– você lembra? Essa é uma atividade de escrita livre, por exemplo. Você faz quando quiser, da forma que quiser e pelos motivos que tiver. Ter um diário é uma boa opção também!

Existem meios mais específicos de desenvolver a escrita terapêutica, como livros e cadernos. Vou postar aqui embaixo os que eu tenho mas além desses, caso você tenha interesse, eu indico o Uma Pergunta por Dia. Ele é o meu xodó e se eu pudesse, dava um de presente para cada paciente meu. Alô Intrínseca, se quiser me enviar uns 20 exemplares desse… vou amar os recebidos!

Escrever é libertador! O papel não vai te julgar, não vai te questionar e nem te criticar. Não tem certo, não tem errado e nem precisa fazer sentido. É só botar pra fora! E alivia de verdade, sabia?

E algo interessante que pode acontecer é de a escrita virar espelho das suas prisões, dos seus julgamentos, questionamento e autocrítica. Depois de escrever você pode sentir vergonha em reler, você pode diminuir os seus sentimentos, achar sua letra feia, achar que ficou bagunçado… Olha aí uma excelente oportunidade de autoconhecimento sem se expor para outras pessoas. É só para o papel ou para a tela do seu eletrônico mas no final das contas é para você. E é isso que conta.

Você pode começar de maneira bem simples, com pequenos registros de como se sentiu no dia e depois expandir para uma escrita das situações onde tais sentimentos e emoções emergiram e  em seguida avançar mais ainda para uma reflexão acerca do seu movimento de vida a partir disso.

Uma maneira simples – e não menos terapêutica – seria assim:

Entendeu? Ao final de cada dia, você tira um tempinho para avaliar o seu dia e registrar como você se sentiu. Você pode listar todos os sentimentos, resumir em um ou anotar o que foi mais evidente… Fica tudo a seu critério!

Para te ajudar e te estimular a experimentar a escrita terapêutica, fiz esse planner emocional para você, numa versão estendida. Nesse modelo você registra a emoção (sentimento, humor, estado de espírito) experimentada, aponta também o que causou essa emoção e depois você anota qual atitude você tomou nesse contexto. Legal, né?! Você pode fazer uma avaliação no final da semana, pensar se poderia de agido ou reagido de maneira diferente e até mesmo levar para a sua terapia e trabalhar o planner junto com a sua psi!

Gostou?

Espero que você tente pelo menos um modelo

e pelo menos um dia!

Com carinho,

 

 

 

 


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