O trabalho do futuro ou o futuro do trabalho?

4 maio , 2018 Orientação Profissional

Aproveitando que maio se inicia com uma comemoração internacional referente ao dia do trabalhador, gostaria de compartilhar um pouco sobre o tema. A segunda pergunta que se coloca no título deste post – em referência ao futuro do trabalho – também foi o título de uma matéria publicada no Estadão em janeiro deste ano na categoria Inovação & Tecnologia. Por ser Psicóloga e também trabalhar orientando adolescentes e jovens quanto a escolha ou reescolha profissional, esse texto gerou em mim várias reflexões que acho oportuno dividir com você agora.

 

Uma pesquisa realizada pelo Fórum Econômico Mundial apontou que 65% das profissões que as crianças de hoje terão ainda não existem. Ou seja, se você é da Geração Z (nascidos entre 1998-2010), tem filhos, sobrinhas, irmão ou conhece alguém nessa faixa, é verdadeiro afirmar que eles irão trabalhar em algo que ainda não foi inventado. O que essa informação te causa? Compare o seu primeiro celular com o que você tem hoje: consegue perceber o avanço em termos de funcionalidade? Imagina isso aplicado as funções existentes mercado de trabalho?!

Ao mesmo tempo em que se estima isso, também conseguimos observar o progressivo desaparecimento de carreiras tradicionais. Conseguimos comprar passagens aéreas ou resolver problemas com a operadora do nosso celular sem qualquer tipo de interação humana. Basta olhar a nossa realidade que comprovamos isso! Não sei qual a idade de você que me lê agora mas, para mim, supor que em breve a comunicação por e-mail se extinguirá é algo espantoso e ao mesmo tempo surpreendente!

A questão mais urgente é futuro do trabalho ou o trabalho do futuro? A automação dos postos de trabalho evidencia as mudanças que ocorrem diariamente no mundo do trabalho. Certamente aqueles que foram professores nos anos 80/90 não conseguiriam imaginar um mundo sem mimeógrafo e se você foi aluno no final dos anos 90 e início dos anos 2000, certamente não faz ideia do que é isso.

E hoje? Imaginar um mundo sem árbitros de futebol, corretores de imóveis ou operadores de telemarketing, nós até conseguimos, vá lá, mas como é para você imaginar que talvez uma consulta médica possa ser substituída por um aplicativo? Se forçar a barra nós também conseguimos vislumbrar, não é?Ou será que ainda estamos descrentes nesse tipo de evolução?

Veja só as dez carreiras que a revista Exame listou, no final do ano passado, como fadadas ao desaparecimento nos próximos anos:

1) Piloto de Avião
2) Anestesista
3) Analista de investimento
4) Engenheiro de software
5) Contadores e Auditores
6) Headhunter e recrutador (RH)
7) Assistente jurídico
8) Repórteres e jornalistas
9) Analistas financeiros
10) Corretores de seguro e analistas de risco

Dá para imaginar? Algum delas te surpreendeu com a possibilidade de extinção?

Precisamos nos antecipar frente às mudanças futuras e nos atualizar sempre. Isso não significa abandonar ou desistir de determinadas careiras. Pode ser que nem tudo desapareça e que o homem não seja totalmente substituído pela máquina como muito se fala, mas as mudanças são reais e aceleradas. Planejamento, autoconhecimento e a constante observação do mercado de trabalho podem contribuir para que você se mantenha ativo profissionalmente. Mas minha sugestão principal para você é que invista em desenvolver competências que dificilmente serão substituídas com precisão por inteligências artificiais, por exemplo. Falo aqui de consciência social, capacidade de análise e tomada de decisão, originalidade, criatividade, inteligência emocional e etc.

Como não somos celulares com aplicativos a serem atualizados, aquilo que é essencialmente humano jamais será refém da lógica, do armazenamento de dados, dos robôs e computadores. Saiba quem você é, quais as sua melhores características e as desenvolva. Potencialize suas habilidades e aptidões pessoais. Para o futuro, você, em sua humanidade mais radical, será O Grande Diferencial para o mercado de trabalho. Invista em si próprio enquanto pessoa e ser humano singular que você é!

Falando por mim, vida longa à Psicologia e as Ciências Sociais! Acredito muito que quanto mais avançarmos em termos de técnica, mais necessitados estaremos de resgatar nossa liberdade existencial. Não se esqueça: “frente as máquinas em plena era da informação o maior valor ainda é o meu, o seu, o nosso o diferencial humano”.

 


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